“Lei do crime”, por que CV executou trio acusado de matar criança em assalto

Foto: Reprodução/Instagram

O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), Felipe Curi, informou, na manhã desta quarta-feira (18/2), que os três criminosos apontados como responsáveis pela morte da menina Valentina da Costa Eraclito dos Santos (foto em destaque), de 8 anos, em Nova Iguaçu, foram executados por membros do Comando Vermelho (CV).

Identificados como João Vitor Teixeira Araújo, 19 anos, Lucas Pereira dos Santos Plínio, 25, e Weslley Oliveira de Souza, 23, eles foram assassinados após chamarem a atenção da polícia para redutos onde os traficantes atuam.

De acordo com Curi, a facção temia que a Polícia Civil passasse a deflagrar operações nos redutos do CV, com o intuito de prender suspeitos de tirar a vida da criança.

“Quando a Lei do Estado é arcaica, obsoleta, branda, leniente e não pune seus criminosos à altura, a lei do crime se mostra mais rápida e eficaz e isso me incomoda demais e tenho certeza de que incomoda muito você, cidadão, trabalhador, que não aguenta mais essa impunidade. Precisamos mudar essa realidade perversa que a cada dia faz mais vítimas inocentes e só favorece o bandido”, disse.

O secretário de Polícia Civil destacou, ainda, que o trio já tinha diversas anotações criminais por crimes graves e mesmo assim estavam soltos.”Se a nossa lei fosse dura ainda estariam presos e nada disso teria acontecido.”

O caso

Valentina foi baleada na cabeça durante uma tentativa de assalto na Rua Nair Dias, no bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por volta da meia-noite do dia 11 de fevereiro.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o carro dos criminosos se aproxima do veículo da família e os disparos são efetuados. Após os tiros, os assaltantes renderam o pai da menina e o obrigaram a sair do automóvel. Ele aparece nas imagens com as mãos na cabeça, sentado no asfalto, enquanto os criminosos fogem.

Valentina chegou a ser socorrida, mas morreu no sábado (14). O sepultamento ocorreu no domingo (15/2), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso.

Fonte: Metrópoles