A luxuosa e turística Dubai, cidade-emirado integrante dos Emirados Árabes Unidos, tem ganhado outros tons de iluminação nas noites que costumavam encantar turistas.
Desde o dia 28 de fevereiro deste ano, a cidade, que foi planejada e projetada para se tornar um centro global de luxo, turismo e negócios, vem registrando explosões em meio à guerra no Oriente Médio.
A cidade vem sendo alvo das forças do Irã pelo fato de os Emirados Árabes Unidos abrigarem base militar dos Estados Unidos. A situação provocou uma mudança na rotina de milhares de pessoas, incluindo o fechamento do aeroporto por conta dos ataques.
O brasileiro Omar Khaled Hamaoui vive há mais de 20 anos em Dubai. Os dias têm sido de convivência com barulhos de caças nos céus, drones e explosões.
Ele tem família que vive em Cascavel e também em Foz do Iguaçu. Quem está do lado de cá, longe dos conflitos, fica preocupado e com angústia, principalmente a mãe dele.
Omar também é presidente do Conselho Brasileiro de Negócios dos Emirados. Segundo ele, a guerra tem impactado o mundo dos negócios, incluindo o Brasil.
"Os negócios, pela falta de uma infraestrutura funcionando normalmente, como portos e aeroportos, são tremendamente afetados", disse o empresário.
Omar explicou que recebe mensagens constantes do governo local avisando sobre possíveis ataques e orientando a procurar proteção. O desejo é que Dubai volte a exibir todo o seu luxo, a atrair turistas e a fazer negócios sem qualquer tipo de preocupação.
"A nossa comunidade brasileira aqui tem mais de 13 mil pessoas. São pessoas que querem ficar aqui porque têm oportunidades, se sentem seguras e rezam para que isso acabe o quanto antes, porque não é confortável você estar nas casas com esse clima de tensão", contou Omar.
Fonte: CATVE
Foto: CATVE

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