Na madrugada desta quarta-feira, dia 25 de março, Samira, participante do BBB 26, da Rede Globo, foi alvo de ataques em uma live transmitida no X, antigo Twitter.
Na transmissão, é possível ouvir uma mulher dizer: “Se odiar a Samira for crime, eu sou a maior criminosa que existe nesse lugar. Nossa, eu preciso que ela se afogue”. Uma segunda voz ainda reforça: “Preciso que ela morra”.
Na transmissão, é possível ouvir uma mulher dizer: “Se odiar a Samira for crime, eu sou a maior criminosa que existe nesse lugar. Nossa, eu preciso que ela se afogue”. Uma segunda voz ainda reforça: “Preciso que ela morra”.
No Instagram, a equipe da sister fez questão de se pronunciar sobre os ataques.
“Na madrugada desta quarta-feira, Samira foi alvo de ataques graves e coordenados em uma transmissão ao vivo no X. As mensagens incluíram ameaças e votos de morte, condutas que não configuram mera opinião ou crítica, mas atos com tipificação legal clara no ordenamento jurídico brasileiro. Desejar a morte de alguém publicamente configura crime de ameaça. Mensagens com conteúdo de ódio reiterado e coordenado podem caracterizar perseguição. Ambos são crimes com penas de detenção e sujeitos a registro de boletim de ocorrência”, começou o texto.
Em seguida, o comunicado afirmou que o crime também tem respaldo na lei Maria da Penha.
“Registramos que a esmagadora maioria dos ataques partiu de mulheres contra outra mulher. A violência psicológica praticada por mulheres contra outras mulheres também encontra amparo protetivo na lei Maria da Penha quando praticada em contexto de constrangimento, humilhação e ameaça, independentemente do vínculo entre as partes. Não importa o contexto de um jogo, uma disputa entre torcidas ou qualquer outra justificativa: A internet não é território sem lei. Plataformas digitais estão sujeitas ao Marco Civil da Internet e ao ordenamento penal brasileiro, que responsabilizam tanto os autores das publicações quanto as plataformas que, notificadas, se omitem na remoção de conteúdo ilícito. As publicações estão sendo documentadas”.
A equipe de Samira ainda reforçou que as providências legais já estão sendo tomadas.
“A equipe jurídica de Samira está tomando as providências cabíveis, incluindo a preservação de evidências digitais para eventual responsabilização civil e criminal dos autores indentificáveis. Dirigimos um pedido objetivo, claro e explícito às administradoras dos perfis das participantes, cujas torcidas estiveram envolvidas nesses ataques. O silêncio diante de ameaças de morte não é neutralidade, é omissão. Cabe a quem tem voz pública e influência sobre essas comunidades estabelecer limites com clareza e responsabilidade. Temos convicção de que as participantes em questão não compactuam com esse tipo de comportamento, e esperamos que isso seja dito com a mesma clareza. Samira segue firme e seguirá tendo toda a proteção que a lei oferece”.
Fonte: Ofuxico
Foto: Manoella Mello/TV Globo

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