O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o pagamento da aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa Gisele Santana com um tiro na cabeça segue o regulamento da Polícia Militar (PM), mas que espera que ele seja punido exemplarmente.
Questionado, o governador paulista afirmou que a decisão da PM segue o regulamento da corporação e que a família do tenente-coronel será beneficiada com os pagamentos: “O que a gente espera é que realmente haja a punição severa, que ele perca realmente o posto e a patente. Quando isso acontece, é como se tivesse morrido com a Força. Quem é o beneficiário depois daquilo que foi objeto da contribuição ao longo tempo? Os familiares. Porque a nossa ideia é aquele apodreça do resto da vida na carreira.”
A aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira (2/4). A corporação vai pagar o salário integral do oficial como forma de pensão.
Conforme divulgado pelo Metrópoles, o coronel ganhou, em fevereiro de 2026, salário bruto de R$ 28.946,81, acrescido de abono de R$ 2.995,43. Os dados são do Portal da Transparência do governo estadual.
O governador Tarcísio de Freitas falou publicamente pela primeira vez sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, apenas um mês depois do caso, após ser questionado pelo Metrópoles. À época, ele defendeu que o Tenente-Coronel Geraldo Neto deveria ser preso e apresentado à Justiça.
Durante agenda em Campos do Jordão nesta quinta, Tarcísio voltou a defender a condenação do tenente-coronel: “Ele vai agora sobre o processo penal, nosso desejo é que ele seja condenado e condenado exemplarmente, porque o que ele cometeu foi um crime bárbaro e a gente não vai deixar isso passar isso impune. Eu tenho certeza que não vai passar, eu tenho certeza que a Justiça não vai deixar isso passar”.
O Tenente-Coronel Geraldo Neto foi preso no dia 18 de março, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, no bairro do Brás, no centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas contradições fizeram a polícia investigar o ocorrido como feminicídio. O tenente-coronel sustenta a versão de que a esposa tirou a própria vida até o momento.
Entenda o caso
Foto: Metrópoles

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