O Irã negou que navios da Marinha dos Estados Unidos tenham transitado pelo Estreito de Ormuz, segundo informou a mídia estatal iraniana na tarde deste sábado (11).
De acordo com o veículo oficial, um porta-voz do comando militar conjunto do país rejeitou a afirmação feita anteriormente por autoridades americanas de que dois navios de guerra teriam passado pela hidrovia.
O militar acrescentou que a decisão sobre a passagem de qualquer embarcação pelo estreito cabe às forças armadas da República Islâmica do Irã.
A operação dos EUA no Golfo
Mais cedo, forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciaram uma operação para a detecção e remoção de minas navais no Estreito de Ormuz.
A manobra, que envolve o uso de contratorpedeiros e tecnologia de ponta, busca restabelecer a segurança em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, após a identificação de artefatos explosivos lançados pela Guarda Revolucionária do Irã.
A missão conta com o apoio de dois navios de guerra da Marinha americana: o USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112). Ambos realizaram a travessia do estreito e já operam em águas do Golfo Árabe.
O foco principal das embarcações é garantir que a via marítima esteja totalmente livre de ameaças. De acordo com o CENTCOM, o monitoramento será intensificado nos próximos dias com a chegada de reforços, incluindo o uso de drones subaquáticos especializados em identificar objetos no leito marinho.
Rota segura para o comércio
O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a prioridade é a criação de um corredor navegável livre de riscos para a marinha mercante.
“Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem. Em breve, compartilharemos este caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio”, declarou Cooper.
Importância estratégica
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto geográfico vital para a economia global. Por ser a principal saída para o petróleo produzido em diversos países do Oriente Médio, qualquer interrupção no tráfego local costuma gerar impactos imediatos nos preços internacionais de energia e logística.
Até o momento, não há previsão de quanto tempo a varredura completa irá durar, mas os EUA garantem que a presença militar na região será mantida para assegurar que o corredor permaneça aberto e seguro.
A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi uma das condições impostas por Trump para o cessar-fogo com o Irã.
Fonte: G1
Karoline
Foto: Divulgação/ Central de Comando dos EUA/@CENTCOM

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