Seleção supera primeiro tempo apagado, bate o Japão e garante vaga nas oitavas

Foto: ESPN

História, camisa, tradição. Nada disso importa em um futebol moderno que privilegia mais coisas do que estrelas bordadas no peito de um passado que não volta. Se por um acaso já não soubesse disso, e deveria saber, o Brasil sai de Houston com novas lições aprendidas dentro desta Copa do Mundo.

Contra um Japão rigidamente organizado e consciente do que precisava fazer, a Seleção sofreu. Saiu atrás em um contra-ataque evitável, reagiu logo após o intervalo com Casemiro e só foi encontrar a vitória por 2 a 1 com Martinelli, no último minuto da partida.

Agora, Carlo Ancelotti e companhia ganham uma sobrevida na Copa e se garantem nas oitavas de final - que será no próximo domingo (5), em Nova Jersey. O próximo rival sai nesta terça-feira (30), do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, que se enfrentam em Dallas.

Mais do que o próximo oponente, o Brasil precisa é levar lições na mala para Nova Jersey. A eliminação passou perto de acontecer, algo inédito para um time asiático - também faria ser a pior classificação da Seleção na história das Copas (no máximo o 17º lugar contra o 14º posto de 1934, na Itália). Restam alguns dias para demonstrar que o susto ficou no passado. Bem como o histórico. Mais do que tradição, o Brasil precisa é ter presente.

Japão expõe fraquezas e controla Brasil

Mesmo com toda a atmosfera positiva do estádio, pintado de verde e amarelo contra as poucas camisas azuis e brancas, o Brasil demonstrou todo o nervosismo de disputar um jogo eliminatório de Copa. Bem diferente do time que atuou contra a Escócia, foi impreciso, ansioso e travado.

Pouco foi criado no ataque. Um chute de Matheus Cunha de canhota, defendido pelo goleiro Suzuki (elogiado por Ancelotti na entrevista de véspera), uma tentativa de triangulação pela esquerda e só. Com Vinicius Jr. encaixotado entre as linhas japonesas, praticamente não houve oportunidade de fazer nada ofensivamente.

Confortável, a seleção asiática só esperava uma brecha para incomodar Alisson, o que aconteceu aos 29 minutos. Danilo errou passe bobo no meio-campo e permitiu o contra-ataque, que caiu nos pés de Kaishu Sano. Ele avançou e, de direita, bateu no canto para deixar perplexo o estádio. Euforia japonesa, incredulidade brasileira nas arquibancadas.

Tudo que havia de tentativa de melhorar no Brasil ruiu após o gol. Na reta final do primeiro tempo, a Seleção foi um deserto de ideias e ainda mais estresse, que só aumentava a cada erro individual e reclamação da torcida. Era preciso muito, mas muito mais para ter qualquer chance de volta por cima no segundo tempo.


Fonte: ESPN