A jovem Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, recebeu alta do Hospital do Trabalhador nesta quarta-feira (15), cerca de um mês após sofrer uma grave lesão na medula espinhal ao ser atingida pela queda de um galho de árvore na Praça Osório, no Centro de Curitiba.
A alta médica ocorre em meio a sinais considerados promissores pela família: após receber uma dose de polilaminina, uma proteína sintética brasileira ainda em fase de estudos, a jovem passou a apresentar formigamento, espasmos e pequenos movimentos voluntários em um dos pés e nos dedos dos membros inferiores.
Embora Ana Beatriz ainda não tenha recuperado a capacidade de andar e precise continuar o tratamento de reabilitação, a evolução clínica é celebrada como o início de um novo capítulo em sua vida.
O acidente aconteceu no dia 13 de junho, quando o galho se soltou de uma árvore na praça central e atingiu a jovem, causando um trauma torácico grave que resultou em lesões no pulmão e na medula espinhal, especificamente entre as vértebras T5 e T6.
Socorrida inicialmente pela Guarda Municipal e encaminhada ao hospital pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), Ana Beatriz passou por duas cirurgias complexas durante o período de internação: uma para tratar um pneumotórax e outra para estabilizar a coluna vertebral. Em nota oficial, a Prefeitura de Curitiba lamentou o ocorrido e ressaltou que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente mantém um monitoramento constante da arborização urbana.
A aplicação da polilaminina na paciente foi viabilizada por meio do programa de uso compassivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorizado em 16 de junho. O tratamento experimental, voltado para estimular a regeneração de nervos e tecidos lesionados, foi solicitado diretamente ao laboratório Cristália pela equipe médica do Hospital do Trabalhador assim que o risco imediato de morte foi afastado e a ausência de movimentos nas pernas foi confirmada.
Este tipo de liberação excepcional exige que o paciente atenda a rígidos critérios clínicos, que não existam outras opções terapêuticas disponíveis e que haja anuência do laboratório patrocinador para a doação do medicamento.
Agora em casa, a jovem dará continuidade ao processo de reabilitação motora. De acordo com a mãe de Ana Beatriz, Vanessa Stubinski, a última cirurgia da jovem já está totalmente cicatrizada e ela não apresenta dores de cabeça decorrentes dos procedimentos. Para recebê-la, a família realizou diversas adaptações na residência, incluindo a aquisição de equipamentos necessários para a nova rotina de cuidados, como cadeira de rodas, maca e cadeira de banho, mantendo o foco e o otimismo na recuperação progressiva dos movimentos.
Fonte: Tnonline
Karoline
Foto: Reprodução

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