Foi realizada nesta terça-feira (21) uma detonação para retirada de um paredão de rocha na área onde será construída a nova casa de força da Usina Hidrelétrica de Segredo. Iniciadas no mês de junho, as obras seguem até 2030.
Instalada no rio Iguaçu, entre Mangueirinha e Reserva do Iguaçu, a segunda maior usina da Copel vai receber dois novos conjuntos de turbinas e geradores para dobrar a capacidade total de produção de energia elétrica, de 1.260 para 2.526 megawatts (MW). Isso fará com que Segredo entre no ranking das 10 maiores usinas do país. As obras, orçadas em R$ 3,6 bilhões, foram iniciadas no mês de junho e seguem até 2030.
O projeto de ampliação de Segredo prevê o reaproveitamento de túneis usados para desviar o rio Iguaçu e permitir a construção da barragem e que estavam desativados há mais de 30 anos, usando uma área que já pertence à Copel e mantendo o reservatório da usina do mesmo tamanho, sem novos alagamentos. Essa solução reduziu em dois terços o volume de escavações necessárias.
Mesmo com esse ganho, para reabrir os antigos túneis e construir toda a estrutura necessária à instalação das novas turbinas, serão feitas escavações com máquinas, além de detonações controladas com explosivos que devem movimentar 1 milhão de metros cúbicos de solo e material rochoso - o que corresponde à carga de 40 mil carretas basculantes.
A parte da estrutura demolida nesta terça-feira era remanescente da construção original e ocupava uma área de 500 m². Outras detonações estão previstas para concluir a retirada das bancadas de rocha existentes no local onde será erguida a segunda casa de força da usina.
Durante as detonações, o trânsito na PR-459, no trecho que passa sobre a barragem, é temporariamente interrompido por questões de segurança. Os dias e horários das detonações são informados por meio de placas instaladas ao longo da rodovia.
Outras frentes de serviço
Para isolar a área da nova casa força do leito do rio, que passa bem ao lado, está sendo construída uma barreira de terra chamada de ensecadeira para evitar o alagamento do local caso o nível do rio aumente.
Também está sendo esgotada a água acumulada na saída dos túneis antigos, para que eles passem por obras de adequação.
Atualmente, mais de 300 pessoas já trabalham no canteiro. A previsão é de que no auge da construção, em 2028, cerca de 1,6 mil pessoas estejam trabalhando simultaneamente em diversas frentes.
Fonte: Catve
Karoline
Foto: Copel

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