O Flamengo tropeçou e empatou por 1 a 1 contra o São Paulo na noite de domingo (26), no Maracanã, pela 20ª rodada do Brasileirão. O resultado amargo, depois de sair vencendo o jogo, também gerou questionamentos do diretor José Boto em relação à arbitragem.
O português viu um possível pênalti não marcado para a equipe carioca. A jogada aconteceu em uma tentativa de drible de Arrascaeta, com a bola acertando o braço do são-paulino Wendell.
"Não acho que os árbitros brasileiros sejam ruins, acho que o grande problema é a falta de critério. Tivemos Claus, Wilton e Abatti na Copa com (boas) atuações porque os critérios eram claros. A expulsão do Carrascal (contra o Palmeiras) na Copa nem sequer foi falta. O critério tem que ser o mesmo", iniciou, à FlaTV.
"Em relação ao jogo de ontem duas coisas: é ser claro se a utilização do braço, mesmo perto do corpo, para tirar vantagem se é falta ou não. E vi a comissão da arbitragem dizer que não é falta em nenhum estado do Brasil, em nenhuma parte do campo e pode fazer gol com braço assim. Já perguntei para árbitros e disseram que é pênalti porque o zagueiro tira vantagem para utilização do braço, apesar de estar quase junto ao corpo. Mas é clara a intenção de desviar a bola com o braço e não com outra parte do corpo. O braço não é jogável", seguiu.
"A comissão de arbitragem tem que dizer que a regra é essa e sempre vai ser essa. Ajuda o árbitro, o VAR... não culpo o Daronco, a visão não era mais clara. Mas o VAR tem que ser claro, essa regra para sempre. O que não pode acontecer é ouvir especialista de arbitragem 'se marcar estava bem, se não marcasse também'. Isso não pode ser, vai acontecer em um campo não ser marcado e em outro vão marcar. Isso faz a arbitragem não ter a tranquilidade para fazer um bom trabalho", completou.
Nos acréscimos do duelo, Samuel Lino marcou o que seria o gol da vitória flamenguista. A jogada, porém, foi anulada pela nova tecnologia do impedimento semiautomático, que denunciou que Wallace Yan estava em posição irregular no início do lance. Boto também cobrou transparência.
"Em relação ao impedimento semiautomático, tem que ser esclarecido quando a linha é traçada. Se é no momento do passe e isso não é visível nas imagens de ontem. Como vimos na Copa, é uma imagem que mostra a bola e depois a linha dos dois jogadores. Nós não temos a certeza que a linha foi traçada na altura que o passe foi feito", disse.
"A CBF e a comissão têm que esclarecer: 'Foi traçada assim, falta o software para mostrar, mas foi traçado assim'. Evita qualquer polêmica. O que se pede são critérios iguais e isso não depende dos árbitros e sim da CBF", concluiu.
Fonte: ESPN
Karoline
Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

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