Caso em Londrina: polícia tenta descobrir se homem se jogou ou foi lançado de prédio

Foto: Tarobá

A Polícia Civil do Paraná prendeu quatro pessoas em flagrante investigadas por torturar, dopar e manter em cárcere privado Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, que morreu após cair do 14º andar de um edifício residencial na zona leste de Londrina. As agressões teriam sido motivadas pela suspeita de que o jovem havia furtado uma câmera fotográfica profissional avaliada entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.

De acordo com as investigações, a vítima foi trancada em um dos cômodos do apartamento, teve braços e pernas amarrados com um cabo de extensão elétrica e sofreu agressões físicas com socos, chutes e tapas, além de receber ameaças constantes de morte. Durante o período de cárcere privado, Alexandre confessou ter subtraído o equipamento fotográfico e relatou que já o havia repassado a terceiros.

Em depoimento prestado à equipe policial, um dos suspeitos admitiu ter forçado a vítima a ingerir ao menos dois comprimidos de medicação sedativa para evitar que ela gritasse por socorro ou alertasse os vizinhos do prédio. A medicação reduziu drasticamente a capacidade psicomotora e o discernimento do jovem antes da queda do imóvel.

Os quatro envolvidos foram autuados por tortura agravada pelo encarceramento e pelo resultado morte, enquanto outras duas pessoas ouvidas na condição de testemunhas, incluindo a namorada da vítima, foram liberadas após prestarem esclarecimentos. A linha principal da apuração aguarda os laudos do exame necroscópico do Instituto Médico-Legal (IML) e da perícia no local do crime para determinar se o rapaz se lançou do prédio em desespero para fugir do espancamento ou se foi arremessado pelos agressores, o que pode alterar o enquadramento penal para homicídio qualificado por motivo torpe.



Fonte: tarobá