O mercado do boi gordo iniciou a semana com ritmo moderado de negociações e baixa disponibilidade de animais em diferentes regiões do país. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar das diferenças entre as principais praças pecuárias, as cotações permaneceram sustentadas, com negócios chegando a R$ 335 por arroba.
No norte de Minas Gerais, houve reajuste pontual de R$ 5 por arroba para machos e fêmeas. Ao mesmo tempo, o alongamento das escalas de abate nas grandes plantas frigoríficas reduziu a necessidade de novas compras e aumentou a pressão sobre o mercado.
A baixa disponibilidade de animais, porém, limitou o poder de barganha de compradores de menor porte e ajudou a manter os preços. Os negócios na região ocorreram entre R$ 325 e R$ 330 por arroba.
Escalas chegam a 15 dias em Colíder
Em Colíder (MT), o mercado apresentou boa liquidez, com maior interesse dos pecuaristas em negociar os animais.
Esse movimento contribuiu para o alongamento das escalas de abate dos frigoríficos, que passaram a variar entre sete e 15 dias.
Mesmo diante da maior disponibilidade de animais para negociação, os preços não recuaram. Segundo o Cepea, os negócios permaneceram entre R$ 320 e R$ 325 por arroba.
Pará tem escalas curtas e arroba chega a R$ 335
No Pará, o cenário foi diferente. As negociações avançaram em ritmo mais lento, com compradores adotando uma postura de cautela diante das dificuldades de escoamento da carne no mercado doméstico.
Apesar da demanda mais contida, a baixa disponibilidade de animais terminados deu sustentação às cotações.
Os negócios foram fechados entre R$ 325 e R$ 335 por arroba, enquanto as escalas de abate permaneceram curtas. Houve relatos de necessidade de abate imediato e programações de, no máximo, oito dias.
O cenário mostra que, apesar de um mercado mais cauteloso, a oferta restrita continua sendo um importante fator de sustentação para os preços do boi gordo em algumas regiões.
Bezerro mantém preços firmes
Enquanto o mercado de animais terminados apresentou maior pressão no início da semana, o segmento de reposição permaneceu firme.
O Indicador do Bezerro Cepea, referência para Mato Grosso do Sul, registrou média à vista de R$ 3.390 por cabeça.
No acumulado do mês, o indicador apresenta valorização de 0,4%, reforçando a sustentação dos preços da reposição.
Para os próximos dias, o comportamento das escalas de abate, a disponibilidade de animais terminados e o ritmo de escoamento da carne no mercado interno seguem entre os principais fatores a serem acompanhados pelos agentes do setor.
Fonte: Canal Rural
Karoline
Foto: Divulgação.

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