Polícia indicia argentina por injúria racial após ofensas a funcionário de estabelecimento

Foto: Reprodução

A Polícia do Rio de Janeiro indiciou a argentina Agostina Paés por injúria racial contra um funcionário de um bar em Ipanema, na zona Sul da capital fluminense. O episódio aconteceu na última semana, em um bar da região.

Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra Agostina fazendo gestos e proferindo ofensas direcionadas a um funcionário do estabelecimento. À polícia, o homem alegou que a mulher apontou o dedo para ele e o chamou de “negro” de forma pejorativa e discriminatória.

Segundo a polícia, o inquérito do caso foi concluído na última quinta-feira (22). Outra argentina, amiga da turista, também foi indiciada por falso testemunho.

"A autoridade policial concluiu pela existência de indícios suficientes da prática do crime e destacou que as expressões utilizadas extrapolam qualquer contexto de discussão ou desentendimento, atingindo diretamente a vítima ao proferir as ofensas de forma pejorativa e discriminatória", concluiu a polícia, em nota.

Relembre o caso

De acordo com o funcionário, a confusão começou após uma discussão por causa de um suposto erro na cobrança da conta. Para esclarecer a situação, ele foi conferir as imagens das câmeras de segurança e pediu para que a mulher aguardasse no local.

Foi nesse momento que, segundo o relato do funcionário, a turista passou a fazer xingamentos racistas. O homem decidiu gravar a cena e, nas imagens, a mulher aparece imitando gestos de macaco e fazendo sons do animal em direção a ele. Assim que tomaram conhecimento do caso, os agentes iniciaram as buscas para localizar a suspeita.

Em depoimento, a argentina declarou que os gestos teriam sido uma brincadeira voltada às amigas e afirmou não ter a intenção de se dirigir ao funcionário. Nas gravações, é possível identificar o uso do termo “mono”, palavra em espanhol que significa “macaco”, além da reprodução de gestos associados ao animal.

No último sábado (17), a turista teve o passaporte apreendido por determinação da Justiça do Rio de Janeiro e como medida cautelar, passou a usar tornozeleira eletrônica. "Estou presa, com medo. No Brasil, o crime de discriminação e racismo é grave, é por isso que tudo isso acontece”, relatou a mulher ao jornal argentino Info Del Estero.

Fonte: CNN