Assim como muitas coisas evoluíram neste mundo, os golpes também evoluíram. Se até pouco tempo eram aplicados por mensagens de texto, agora contam com o auxílio da tecnologia.
Uma ligação, um áudio, uma mensagem ou um vídeo apelam para a inteligência artificial e pronto.
"Esse tipo de tecnologia é utilizado para sintetizar voz, desde estúdios de gravação até a produção de materiais diversos. É uma tecnologia usada comercialmente, mas que, infelizmente, também pode ser utilizada para fins negativos", explica o professor Sergio Mota, coordenador do curso de Inteligência Artificial da FAG.
A vítima recebe uma ligação por voz, áudio ou até mesmo um vídeo, supostamente enviado por uma pessoa conhecida.
Voz e imagem. Mas atenção: nem o reconhecimento facial escapa das más intenções dos golpistas.
"Já existem, nos Estados Unidos, vários casos de contas bancárias que foram acessadas por reconhecimento facial por pessoas que não eram as titulares. Assim como se faz uma máscara de voz, também é possível criar uma máscara de um rosto", contou o professor.
Mas a grande dúvida é: como os criminosos têm acesso a esses dados?
"Muitos estelionatários acabaram se especializando em coletar fragmentos de áudios que circulam por aí ou até mesmo durante uma ligação. Com esse fragmento da sua voz, eles conseguem clonar, modular e reproduzir o som", disse Sergio Mota.
E como se proteger?
"Nesses casos em que o criminoso está usando tecnologia e você acredita que está falando com seu filho, por exemplo, geralmente o telefone utilizado é diferente do habitual. Se você já tem o número do seu familiar, desligue a ligação e entre em contato pelo telefone verdadeiro, ou faça uma videochamada para confirmar", orientou o delegado da Polícia Civil de Curitiba, Emmanoel David.
Fonte: CATVE
Foto: CATVE

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