Familiares chegam a reconhecer corpo de jovem no Paraná, mas ele está vivo e acaba preso

Foto: Obemdito

O homem encontrado morto na zona rural de Pérola, na manhã deste domingo (15), ainda não foi oficialmente identificado pela Polícia Científica. Nas primeiras horas após a localização do corpo, circulou a informação de que a vítima seria Cleberson Alves, conhecido como Perninha, de 25 anos. A divulgação de uma foto em grupos de WhatsApp provocou desespero entre familiares e amigos.

A mãe do jovem precisou ser medicada devido ao forte abalo emocional diante da notícia. Parentes começaram a avisar conhecidos, inclusive familiares que moram em outras cidades, diante da suposta confirmação da morte. Pessoas próximas estiveram no local onde o corpo foi encontrado e afirmaram reconhecer Cleberson pela semelhança física com a vítima.

No entanto, após uma verificação mais detalhada, a Polícia Militar em Pérola descartou que o homem morto fosse Cleberson. Em consulta aos registros do sistema de segurança pública, foi constatado que ele está preso no município de Guaíra.

A reviravolta foi relatada por uma prima do rapaz, que descreveu o impacto da notícia equivocada sobre a família.

“Eu estou aqui explicando para todo mundo o que aconteceu. Já estava todo mundo se preparando para o velório e que o corpo seria enterrado na cova do meu avô. Aí, agora, o policial veio aqui em casa, falar que não era ele (Cleberson), que puxaram os registros e viram que o Perninha tá preso em Guaíra. Foi um engano. Agora estou mandando mensagem pra família de novo, explicando”.

Segundo a Polícia Militar, o homem encontrado morto apresentava diversas perfurações provocadas por faca. A área foi isolada até a chegada das equipes da Polícia Civil, da Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML), responsáveis pela perícia e remoção do corpo.

A Polícia Civil de Pérola instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do homicídio e trabalha para identificar oficialmente a vítima. Informações que possam contribuir com a investigação podem ser repassadas de forma anônima às autoridades.

Fonte: Obemdito