O paranaense Clayton Rucaly mora em Ness Ziona, em Israel, e ouviu a sirene de alerta sobre o contra-ataque do Irã ao país ao menos seis vezes na manhã deste sábado (28). Tudo isso, enquanto ele trabalha como voluntário, cuidando de pacientes com autismo em uma clínica da cidade.
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado. Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio
Clayton contou que, antes das sirenes, o governo israelense também emite notificações nos celulares da população, avisando sobre o momento de se abrigar em bunkers ou sobre o melhor momento de sair deles.
"O governo, a qualquer sinal de emergência, manda uma mensagem no celular, tendo ou não o acesso à internet, falando para ir ao bunker, com um alerta de ataque iminente. [...] A gente ouve as explosões no ar, dos mísseis sendo abatidos, então a gente consegue imaginar o que está acontecendo, mas a gente espera a mensagem do governo pra sair. ", explicou.
O paranaense é de Curitiba, onde atuou como jornalista, mas vive há um ano e quatro meses em Israel. Em junho de 2025, quando os Estados Unidos bombardearam estruturas nucleares iranianas com o apoio do governo israelense, Clayton também estava no país.
"Foi uma situação muito parecida, mas curiosamente, eu lembro que no primeiro dia de guerra, o Irã lançou um ataque muito grande à noite. Agora a resposta do Irã está sendo muito rápida. Eles lançaram seis ataques em um período de cinco horas. Está sendo um pouco diferente e assustador", contou.
Fonte: G1
Foto: Reprodução/RPC/Cedidas/Clayton Rucaly

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