Espancada, atendida e liberada: vítima não resiste após agressões

Foto: UOL

Uma mulher de 42 anos morreu após ser espancada pelo marido no último domingo (22), no bairro São Miguel, na zona leste de São Paulo. Ela foi socorrida e recebeu atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região, mas foi liberada e morreu no dia seguinte.

O que aconteceu

Simone Aparecida da Silva foi agredida com socos dentro da casa onde vivia com o marido, Rodrigo Clécio Gomes Ferreira, 38, no último dia 22, segundo a SSP-SP. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Militar foi acionada por volta das 15h junto ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na tarde de domingo.

O agressor chegou a dificultar o atendimento médico à vítima pelo Samu, mas foi contido e preso pelos policiais. Conforme a SSP, o suspeito já era procurado pela Justiça e Polícia Civil pediu pela conversão da prisão em flagrante para preventiva. O caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio no 63º Distrito Policial.

Após ser socorrida e encaminhada à UPA Tito Lopes, na zona leste, Simone foi liberada. Segundo apurado pelo Bom Dia São Paulo, da TV Globo, ela teve lesões na costela, foi medicada e liberada por volta das 20h. Na própria unidade de saúde, ela chegou a prestar depoimento à polícia, a quem contou que já tinha sido agredida outras vezes e pediu uma medida protetiva contra o marido.

Na manhã do dia seguinte, a vítima voltou a sentir dores e foi encaminhada a outro hospital municipal, onde morreu em decorrência dos ferimentos. A informação também foi repassada à reportagem pela SSP.

Procurada, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou a abertura de uma apuração interna sobre o atendimento prestado a Simone na UPA. Em nota, a pasta afirmou que a Organização Social de Saúde Santa Marcelina, que administra a Unidade de Pronto Atendimento Tito Lopes, abriu "uma apuração institucional" sobre o caso. A secretaria também lamentou a morte e ressaltou que "não compactua com qualquer tipo de violência".

Familiares da vítima relataram que Simone era agredida com frequência pelo marido e já teve parte do cabelo arrancado por ele. "Ele maltratava muito a minha mãe, batia nela de verdade", disse a filha da vítima, cujo nome não foi divulgado, ao Brasil Urgente Outros familiares de Simone relataram que as agressões eram motivadas por crises de ciúmes do agressor.

Fonte: UOL