Um motorista de caminhão suspeito de importunação sexual contra uma mulher grávida e uma adolescente de 15 anos em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), foi demitido pela empresa onde trabalhava. O caso, que veio à tona após a divulgação de imagens de câmeras de segurança, está sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná. O homem nega as acusações e responde em liberdade.
As denúncias apontam para um padrão de comportamento do suspeito. O caso mais recente ocorreu na manhã da última quinta-feira (9), no bairro Tranqueira. Uma gestante estava a caminho do trabalho quando foi abordada pelo motorista em um caminhão branco. Acreditando tratar-se de um pedido de informação, a mulher se aproximou do veículo e foi surpreendida pelo condutor, que exibia o órgão genital e se masturbava, chegando a proferir palavras obscenas. Assustada, a vítima conseguiu fugir e acionou o pai, que tentou localizar o veículo pela região, mas sem sucesso. A família registrou um boletim de ocorrência logo em seguida.
A investigação revelou que, no início de junho, o mesmo motorista já havia abordado uma adolescente de 15 anos com a mesma dinâmica. A jovem relatou que o caminhão passou por ela na rua, fez um retorno e parou mais à frente. Ao olhar para dentro da cabine, a vítima percebeu que o homem estava com a calça abaixada, o que a fez correr desesperada para longe do local.
Embora as duas vítimas não se conheçam e os casos tenham ocorrido em áreas diferentes da zona rural do município, ambas forneceram descrições idênticas à polícia. O suspeito foi descrito como um homem de porte físico avantajado, com cabelos e barba escuros, vestindo uma jaqueta azul. O veículo utilizado nas abordagens tinha placas de Itaperuçu e estava registrado em nome de uma empresa de materiais de construção de Rio Branco do Sul, também na Grande Curitiba.
Defesa e demissão
Identificado pelas autoridades, o motorista confirmou ser o condutor do veículo nas imagens, mas negou veementemente a prática de importunação sexual. Em entrevista à imprensa local, ele alegou que havia parado apenas para pedir informações, pois estava perdido procurando um endereço para comprar mangueiras. Ao ser questionado sobre o relato da adolescente, o suspeito, que se descreveu como um "pai de família", afirmou não ter lembranças do ocorrido e disse ser alvo de falsas acusações.
Apesar da negativa, os proprietários da empresa responsável pelo caminhão decidiram pelo desligamento imediato do funcionário após tomarem conhecimento dos boletins de ocorrência e das imagens das câmeras de monitoramento. Em nota, a companhia esclareceu que não compactua com qualquer tipo de assédio, ressaltando que a demissão não configura um julgamento legal antecipado, mas uma medida administrativa enquanto os fatos são apurados.
A Polícia Civil segue com as investigações e deve colher novos depoimentos do motorista e das vítimas nos próximos dias para concluir o inquérito e definir as responsabilidades legais do caso.
Fonte: PMPR
Karoline
Foto: Reprodução/ Ric RECORD

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