Polícia investiga se corpo encontrado em rio é de mulher desaparecida há um mês

Foto: Reprodução/ Ric RECORD

Um corpo foi localizado parcialmente submerso e preso a galhos a cerca de quatro metros da margem de um rio em Nova Londrina, no Noroeste do Paraná, na manhã da última terça-feira (14). As autoridades apuram agora se o cadáver é de Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, moradora de Maringá que está desaparecida há um mês. Segundo a equipe do Bombeiro Comunitário da cidade, que atuou no resgate, as vestimentas encontradas junto à vítima apresentam características muito semelhantes às peças que a idosa usava no dia de seu desaparecimento.

Apesar das fortes suspeitas e dos indícios encontrados no local, a confirmação oficial da identidade da vítima ainda depende de exames periciais que serão conduzidos pela Polícia Científica. O local de difícil acesso foi isolado para garantir o trabalho dos peritos. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) foi procurada para detalhar os próximos passos da investigação e os procedimentos adotados no recolhimento do corpo, mas ainda não se manifestou oficialmente.

O desaparecimento de Eulália é cercado de incógnitas desde o último dia 15 de junho. Na ocasião, câmeras de segurança flagraram a idosa caminhando por uma rua de Maringá, momento antes de embarcar em um ônibus com destino a Nova Londrina. Depois dessa viagem, ela não fez mais qualquer tipo de contato com os familiares. O caso ganhou contornos mais complexos após a família revelar que, dias antes de sumir, a mulher havia confidenciado a uma amiga que estava feliz por planejar a compra de um terreno em Nova Londrina, ressaltando que a transação era um segredo e seria fechada com a ajuda de um amigo.

Durante as diligências para desvendar o paradeiro da idosa, a Polícia Civil analisou o extrato bancário de Eulália e confirmou que ela realizou saques às vésperas da viagem. Contudo, a delegada responsável pelo inquérito informou que os montantes retirados não seriam suficientes para a aquisição de um imóvel na região. As investigações também se estenderam a imobiliárias e cartórios de registro de imóveis, mas até o momento nenhum documento de propriedade foi encontrado em nome da idosa. A polícia segue em busca de pistas que ajudem a localizar o suposto amigo mencionado pela vítima antes de desaparecer.


Fonte:  Tnonline