A estreia de uma nova produção da Netflix sobre o caso Elize Matsunaga voltou a colocar em evidência um dos aspectos mais discutidos do processo: a divisão do patrimônio do empresário Marcos Matsunaga após o crime ocorrido em 2012. Embora tenha sido condenada pelo assassinato do marido, Elize recebeu cerca de R$ 900 mil referentes aos bens adquiridos durante o casamento.
O valor, no entanto, não teve origem em herança. A quantia corresponde ao direito de meação, previsto no regime de comunhão parcial de bens adotado pelo casal. Nesse modelo, os bens adquiridos de forma onerosa ao longo da união pertencem igualmente aos dois cônjuges, independentemente de eventual disputa sucessória.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Ullisses Campbell, autor de uma biografia sobre Elize Matsunaga, o pagamento decorre justamente dessa divisão patrimonial prevista na legislação civil. Assim, a Justiça reconheceu que metade dos bens comuns já integrava o patrimônio de Elize antes mesmo da morte do empresário.
A situação foi diferente em relação aos bens particulares deixados por Marcos Matsunaga. Por ter sido
condenada pelo homicídio doloso do marido, Elize foi declarada indigna para fins sucessórios, instituto previsto no Código Civil que impede o autor do crime de herdar o patrimônio da vítima.
Fonte: Portal MSN
Karoline
Foto: Reprodução Direto News

0 Comentários