O mercado físico do boi gordo apresentou fluxo de negócios inexpressivo no decorrer desta sexta-feira (7). No geral, os frigoríficos ainda encontram alguma dificuldade na composição de suas escalas de abate. Indústrias de maior porte, que ofertaram férias coletivas recentemente têm conseguido organizar as escalas de outras unidades próximas; no entanto, o quadro geral ainda aponta para limitação de oferta.
Mais uma vez é válido mencionar que a evolução das escalas de abate e o ritmo de exportação divulgado semanalmente são variáveis importantes para interpretar os movimentos no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.
O mercado atacadista se depara com preços firmes para a carne bovina. A expectativa é de uma reposição mais lenta a partir da próxima semana, considerando a perda de efeito da entrada dos salários na economia, além disso, a demanda relacionada ao Dia dos Pais se concentra na primeira semana do mês.
Os cortes bovinos seguem perdendo competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne de frango, disse Iglesias.
O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 21,50 por quilo. A ponta de agulha segue cotada a R$ 20 por quilo. O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 27 o quilo.
Fonte: Canal Rural
Karoline
Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

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