Mitos e verdades sobre dietas: o que a ciência realmente diz sobre emagrecimento e alimentação saudável

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Cortar carboidratos, pular refeições e “detox” estão entre as práticas mais populares - mas especialista alerta que nem tudo o que circula nas redes sociais tem respaldo científico 

As dietas estão entre os temas mais buscados quando o assunto é saúde e emagrecimento. No entanto, junto com a popularidade, também crescem os mitos e informações sem comprovação científica. Estratégias como cortar totalmente carboidratos, fazer jejum prolongado sem orientação e apostar em “sucos detox” prometendo limpeza do organismo são algumas das práticas mais difundidas — e também mais questionadas por especialistas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de peso já atinge mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, o que reforça a busca por soluções rápidas. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que mais da metade da população adulta está acima do peso, o que ajuda a explicar o interesse crescente por dietas e métodos de emagrecimento.

O médico endocrinologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dr. Danilo Carvalho, explica que o principal problema não é a dieta em si, mas a desinformação. 

“Muitas pessoas seguem dietas extremamente restritivas acreditando em promessas rápidas, mas isso pode gerar reganho de peso rápido assim que interrompidas. O mais importante é entender que não existe fórmula mágica: alimentação saudável é equilíbrio e constância”, afirma o Dr. Danilo. 

Mito 1: carboidrato engorda e deve ser cortado

Um dos mitos mais comuns é o de que carboidratos são os principais responsáveis pelo ganho de peso. Na prática, o nutriente é uma das principais fontes de energia do corpo.

“Carboidratos não são vilões. O problema está no excesso e na qualidade dos alimentos escolhidos. Arroz, frutas e legumes, por exemplo, fazem parte de uma alimentação saudável. Já ultraprocessados e açúcares em excesso devem ser evitados”, explica o Dr. Danilo. 

Estudos publicados em revistas científicas de nutrição mostram que dietas equilibradas, e não restritivas, tendem a ser mais sustentáveis a longo prazo.

Mito 2: pular refeições ajuda a emagrecer mais rápido

Outra crença comum é a de que ficar longos períodos sem comer acelera a perda de peso. Embora o déficit calórico seja importante para o emagrecimento, pular refeições pode ter o efeito contrário.

“Ficar muitas horas sem se alimentar pode aumentar a fome e levar a exageros nas próximas refeições. Além disso, pode prejudicar o metabolismo e a relação da pessoa com a comida”, alerta o médico endocrinologista. 

Mito 3: sucos detox eliminam toxinas do corpo

Os chamados “sucos detox” ganharam popularidade com a promessa de limpar o organismo. No entanto, não há evidências científicas de que esses produtos tenham esse efeito.

“O corpo humano já possui órgãos responsáveis por eliminar toxinas, como fígado e rins. Nenhum alimento isolado faz esse trabalho. O que ajuda é uma alimentação equilibrada, rica em fibras, frutas e vegetais”, destaca o especialista.

Se por um lado muitos mitos circulam, uma verdade é consenso entre especialistas: não existe uma dieta universal.
Fatores como idade, rotina, nível de atividade física, histórico de saúde e até aspectos emocionais influenciam na forma como cada pessoa responde à alimentação.

“Dietas precisam ser individualizadas. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Por isso, o acompanhamento profissional é fundamental”, reforça o Dr. Danilo, docente da Afya de Pato Branco. 

Verdade: mudanças sustentáveis são mais eficazes que restrições extremas

Pesquisas em nutrição comportamental indicam que mudanças graduais e sustentáveis têm maior chance de sucesso no controle de peso e na manutenção da saúde.

Pequenas adaptações, como reduzir o consumo de ultraprocessados, aumentar a ingestão de água e incluir mais alimentos naturais no dia a dia, tendem a ser mais eficazes do que dietas restritivas de curto prazo.

Informação é parte essencial da saúde

Com a grande quantidade de conteúdos sobre alimentação nas redes sociais, especialistas alertam para a importância de checar fontes e evitar seguir dietas sem orientação profissional.

“Antes de adotar qualquer estratégia alimentar, é fundamental buscar informação confiável e, sempre que possível, orientação de um nutricionista ou médico. Isso evita riscos e aumenta as chances de resultados reais e duradouros”, conclui o médico endocrinologista e docente do curso de Medicina da Afya de Pato Branco. Dra. Danilo Carvalho. 

Mais do que seguir tendências, entender como o corpo funciona e diferenciar mitos de verdades é um passo essencial para uma relação mais saudável com a comida e com o próprio corpo.

Fonte: Pato Branco Agora