Roselaine Batalha Silva deixou a função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, após declarações feitas durante uma reunião com diretores da rede estadual. No encontro, realizado por videoconferência, ela recomendou a leitura de biografias de Adolf Hitler e Benito Mussolini; chegou ainda a classificar o nazista como um “líder excepcional”.
De acordo com o portal G1, a decisão de afastá-la da função foi tomada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). A pasta também informou que instaurou uma apuração para esclarecer as circunstâncias das falas feitas pela servidora.
Em nota, a secretaria ressaltou que as declarações não representam o posicionamento da instituição e afirmou que não compactua com manifestações que contrariem os valores e princípios adotados pela educação pública estadual.
A reunião que deu origem ao caso aconteceu no dia 12 de agosto e tinha como um dos temas o conceito de liderança. Ao conversar com os gestores, Roselaine defendeu que biografias de diferentes personagens históricos poderiam servir de fonte de reflexão, inclusive as de figuras associadas a regimes autoritários. Entre os nomes mencionados por ela estavam Benito Mussolini, Adolf Hitler e António de Oliveira Salazar.
Roselaine também citou “Mein Kampf”, obra escrita por Hitler, e afirmou que o livro demonstraria a capacidade de convencimento exercida pelo ditador. Ao continuar a argumentação, ela reconheceu o rumo tomado pelo nazista, mas declarou que ele teria sido um “líder excepcional”.
O portal LeoDias não localizou o contato de Roselaine ou de sua defesa para posicionamento ou declaração. O espaço está aberto caso ela queira se esclarecer.
Fonte: Portal Leo Dias
Karoline
Foto: Reprodução: Pexels

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