O empresário argentino Diego Hernán Dirisio, de 49 anos, foi extraditado para o Brasil nesta terça-feira (8), após permanecer preso na Argentina desde fevereiro de 2024. Ele é apontado pelas autoridades como um dos principais alvos da Operação Dakovo, investigação internacional contra o tráfico de armas.
A extradição foi realizada pela Polícia Federal Argentina e pela Interpol. Dirisio foi levado sob custódia até o Aeroporto Internacional Ingeniero Ambrosio Taravella, em Córdoba, onde embarcou em um voo especial com destino ao Brasil.
O empresário foi presidente da International Auto Supply S.A. (IAS), empresa com sede em Assunção, no Paraguai. Ele é acusado pela Justiça brasileira de envolvimento com tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.
Dirisio estava preso no Complexo Penitenciário de Bouwer, em Córdoba, desde fevereiro de 2024, quando foi localizado junto da esposa, a ex-modelo paraguaia Julieta Nardi, após meses sendo procurado pela Justiça.
Armas teriam abastecido facções criminosas
Segundo as investigações, a organização supostamente liderada por Dirisio teria importado legalmente para o Paraguai armamentos de origem europeia avaliados em mais de US$ 230 milhões.
Ainda de acordo com as autoridades, armas como fuzis e pistolas, procedentes de países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia, teriam tido seus números de identificação adulterados no Paraguai.
Posteriormente, o armamento seria revendido a grupos que atuam na região de fronteira entre Paraguai e Brasil e, depois, traficado para comunidades dominadas por organizações criminosas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
A investigação aponta que o arsenal teria abastecido facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Investigação também atingiu autoridades paraguaias
A Operação Dakovo também revelou suspeitas de envolvimento de agentes públicos paraguaios em um esquema de corrupção relacionado à entrada e ao desvio das armas.
Segundo a investigação, integrantes da Direção de Material Bélico (Dimabel) e militares teriam facilitado o ingresso e o posterior desvio dos armamentos durante anos.
A esposa de Dirisio, Julieta Vanesa Nardi Aranda, continua presa em Córdoba, na Argentina, enquanto aguarda a definição da etapa final de seu processo de extradição para responder à mesma investigação no Brasil.
Fonte: Catve
Karoline
Foto: Reprodução

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