A Sinqia, empresa brasileira que fornece infraestrutura para operações financeiras, foi alvo de um ataque cibernético que resultou no desvio de aproximadamente R$ 420 milhões por meio do sistema Pix. O incidente, confirmado pela empresa nesta sexta-feira (30), afetou um número limitado de instituições financeiras e levantou alertas sobre a segurança da cadeia de tecnologia que sustenta o sistema de pagamentos instantâneos no Brasil. Entre os principais atingidos pelo ataque estão o HSBC Brasil, que teve cerca de R$ 380 milhões desviados, e a Artta, uma sociedade de crédito direto, com perdas estimadas em R$ 40 milhões. Desse total, R$ 350 milhões já foram recuperados por meio de ações rápidas de bloqueio e rastreamento.
Segundo informações da própria Sinqia, o ataque foi detectado na madrugada de sexta-feira, quando atividades suspeitas foram identificadas no ambiente Pix. Como medida imediata, a empresa isolou o sistema afetado e desconectou suas operações do Banco Central, interrompendo temporariamente as transferências via Pix. A Sinqia declarou que está reconstruindo o ambiente afetado com novos sistemas de segurança e monitoramento reforçado, e que o retorno ao ar só ocorrerá após aprovação do Banco Central. Em nota, a empresa garantiu que “não há evidências de que dados pessoais tenham sido comprometidos”, e afirmou que suas demais operações seguem funcionando normalmente.
Na última sexta-feira, 29 de agosto, o HSBC identificou transações financeiras via PIX em uma conta de um provedor do banco. Nenhuma conta dos clientes ou fundos foram impactados pela operação por elas terem ocorrido exclusivamente no sistema desse provedor. O banco esclarece ainda que medidas foram tomadas para bloquear essas transações no ambiente do provedor. O HSBC reafirma o compromisso com a segurança de dados e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Fonte - Jovem Pan
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