O Instituto Água e Terra (IAT) criou um canal exclusivo para a população denunciar crimes ambientais: o IAT-Sisgop. A ferramenta centraliza e agiliza as ocorrências relacionadas à fiscalização ambiental no Paraná, e os interessados podem acessá-la diretamente pelo portal do órgão ambiental. A plataforma permite também denúncias anônimas.
Agente de Ouvidoria e Transparência do IAT, Sayto Gama, explica que, até então, todas as denúncias eram registradas pela Ouvidoria da autarquia. Com o aumento do volume de queixas de crimes ambientais, foi necessário criar um canal específico para agilizar o atendimento. Em 2025, por exemplo, o instituto aplicou 8,1 mil multas, e das 6.777 denúncias registradas pela Ouvidoria, cerca de 90% eram crimes ambientais. Agora, o canal de Ouvidoria segue voltado apenas para questões administrativas, como sugestões, elogios e reclamações.
O IAT-Sisgop foi desenvolvido pela Celepar e adaptado para atender exclusivamente às denúncias de crimes ambientais no âmbito do Instituto. Para que a fiscalização possa agir, é essencial que o cidadão descreva o fato de forma clara, informe o endereço completo do local e, se possível, adicione fotos, vídeos ou outros documentos que sirvam como evidências. Denúncias sem essas informações podem inviabilizar o encaminhamento da equipe de fiscalização.
Segundo Gama, a central faz uma triagem das denúncias e aproximadamente metade delas são canceladas por falta de endereço ou informações claras. Ele reforça a importância de que a população descreva os fatos de forma objetiva para que o IAT possa atuar de maneira eficiente.
A denúncia é a principal forma de contribuir para a redução de crimes contra a flora e fauna silvestres. Quem pratica desmatamento ilegal ou outros crimes ambientais está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 e no Decreto Federal nº 6.514/08, podendo também responder por crime ambiental.
“Nossa missão é proteger, preservar, conservar, controlar e recuperar o patrimônio ambiental paranaense, buscando melhor qualidade de vida para a população e desenvolvimento sustentável. Para isso, contamos com a participação da sociedade nessa corrente de fiscalização”, destaca Gama.
Fonte: Obemdito
Foto: Assessoria IAT

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