Após dezenas de alunos passarem mal, restaurante da UTFPR é interditado no Paraná

Foto: Arquivo pessoal

O restaurante universitário da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado, foi interditado pela Vigilância Sanitária na última sexta-feira (22). A medida foi tomada após cerca de 80 estudantes relatarem mal-estar e sintomas de intoxicação após consumirem uma panqueca de carne moída, servida nas refeições de almoço e jantar de quinta-feira (21).

A fiscalização ocorreu após denúncias dos próprios alunos, que relataram cheiro e gosto estranhos na carne ao longo da madrugada. Durante a vistoria, os agentes sanitários identificaram diversas falhas operacionais e de higienização. Segundo o órgão, os fiscais encontraram bandejas com recheio de panqueca exalando odor desagradável e sem qualquer condição de consumo. Amostras da carne e de outros insumos foram recolhidas e enviadas para análise em um laboratório estadual. O órgão também confirmou que o restaurante já havia sido autuado anteriormente pelo mesmo problema.

A origem da contaminação levantou um debate sobre as condições de armazenamento no local. A Remussi Alimentos, empresa terceirizada que administra os restaurantes da UTFPR na região, afirmou em nota que está cumprindo todas as exigências sanitárias, mas ressaltou que a manutenção dos equipamentos de refrigeração é de responsabilidade da universidade. A direção do campus reconheceu problemas em geladeiras e freezers, admitindo que carnes e outros produtos chegaram a ser guardados no mesmo espaço, o que pode ter causado contaminação cruzada. A instituição aguarda os laudos oficiais para saber se o problema ocorreu na manipulação ou se a carne já chegou estragada, e prometeu comprar novos equipamentos.

A Vigilância Sanitária autorizou a reabertura do espaço nesta segunda-feira (25). Apesar da liberação, a empresa responsável decidiu retomar a produção e o fornecimento de almoço e jantar apenas na terça-feira (26). Enquanto o serviço não é totalmente normalizado, os estudantes dependem exclusivamente da cantina do campus, que segue aberta para a venda de lanches.

Fonte: G1