Eleições 2026 entram para a história: Lula quebra recordes, protagoniza virada inédita e derrota pai e filho Bolsonaro nas urnas

Foto: reproducao redes sociais (Lula)

Com mais de 64 milhões de votos, petista conquista quarto mandato, supera sua própria votação histórica e quebra um tabu que permanecia desde a redemocratização do Brasil.

As eleições pesidenciais de 2026 entram para a história política brasileira com uma série de marcas inéditas. Neste domingo, 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República após derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, conquistando seu quarto mandato e estabelecendo novos recordes eleitorais.

De acordo com a apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h19, com 99,82% das seções totalizadas, Lula somava 64.111.352 votos, equivalentes a 51,76% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro registrava 59.749.523 votos, ou 48,24%. A vitória já havia sido confirmada pelo TSE às 21h10.

A primeira grande quebra de paradigma ocorreu com a virada entre os dois turnos. No dia 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou a primeira votação na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foram mais de 2,2 milhões de votos de vantagem para o candidato do PL.

Desde 1989, quando o Brasil voltou a realizar eleições diretas para presidente, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar havia conseguido vencer o adversário na votação decisiva. Em 2026, Lula quebrou essa sequência histórica.

Outro fato chama a atenção: Lula derrotou Jair Bolsonaro em 2022 e, quatro anos depois, venceu seu filho, Flávio Bolsonaro, em 2026. Nas duas disputas, os integrantes da família Bolsonaro representaram a principal candidatura de oposição ao petista.


A vitória também coloca Lula em uma posição inédita na história do país. Ele se torna o primeiro político brasileiro eleito presidente da República quatro vezes pelo voto popular. Suas conquistas ocorreram em 2002, 2006, 2022 e agora em 2026.


Caso complete o novo mandato, previsto para terminar em dezembro de 2030, Lula terá acumulado 16 anos à frente da Presidência, o maior período de governo conquistado por meio de eleições diretas no Brasil.

Outro recorde importante é o número absoluto de votos. Em 2022, Lula havia recebido 60.345.999 votos, até então a maior votação individual registrada em uma eleição presidencial brasileira. Agora, em 2026, a marca foi superada, ultrapassando 64 milhões de votos antes mesmo da conclusão integral da apuração.

Em termos percentuais, Lula também ampliou seu desempenho em comparação com 2022, quando venceu Jair Bolsonaro com 50,90% dos votos válidos. Entretanto, o resultado de 2026 não representa seu maior percentual histórico: em 2002, o petista venceu José Serra com 61,27% dos votos e, em 2006, superou Geraldo Alckmin com 60,83%.

A eleição de 2026 também registrou a menor diferença entre os dois primeiros colocados de um primeiro turno presidencial desde 1989: apenas 1,87 ponto percentual separou Flávio Bolsonaro de Lula na votação inicial.

Prestes a completar 81 anos, Lula amplia ainda outro marco de sua trajetória, tornando-se o presidente mais velho a conquistar uma eleição presidencial brasileira.

Com quatro vitórias em sete candidaturas à Presidência, Lula passa a ocupar um capítulo singular da história eleitoral do país.

O resultado deste domingo reúne acontecimentos até então inéditos: uma virada entre primeiro e segundo turno, a eleição de um presidente pela quarta vez, a superação do recorde de votos nominais e a derrota de pai e filho em eleições presidenciais consecutivas.

A disputa de 2026 também confirma a forte polarização do eleitorado brasileiro, com os dois candidatos concentrando dezenas de milhões de votos em uma eleição que ficará marcada pelos recordes e pela mudança de um padrão eleitoral de quase quatro décadas.