O mercado físico do boi gordo apresentou preços em predominante acomodação nesta segunda-feira (24), em um ambiente ainda pautado por tentativas de compra em níveis mais baixos.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte ainda se deparam com escalas de abate mais confortáveis, posicionadas entre seis e oito dias úteis na média nacional.
“Além disso, as vendas da carne bovina no atacado permanecem enfraquecidas em uma semana pautada por fraco consumo. O ritmo diário das exportações permanece deprimido, recuando para 9,4 mil toneladas, consequência da ausência temporária da China em meio ao esgotamento precoce da cota chinesa”, contextualiza.
Por fim, Iglesias conta que ainda há especulações em torno da cota de 300 mil toneladas que devem ser oficializadas pelo governo norte-americano, com o mercado aguardando pelas regras de elegibilidade para entender os reais impactos sobre o setor.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 341,92
Goiás: R$ 334,29
Minas Gerais: R$ 334,88
Mato Grosso do Sul: R$ 336,27
Mato Grosso: R$ 327,23
Mercado atacadista
O mercado atacadista segue fragilizado, com expectativa de novas quedas nas cotações. Iglesias pontua que a demanda permanece enfraquecida, em razão do menor estímulo ao consumo, com perspectiva de continuidade desse cenário no curtíssimo prazo.
“As proteínas concorrentes mantêm elevada competitividade, em um ambiente caracterizado pelo excesso de oferta de carne suína, carne de frango e ovos”, aponta o analista.
Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo
Quarto dianteiro: R$ 20,00 por quilo
Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,1531 para venda e a R$ 5,1511 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1400 e a máxima de R$ 5,1620.
Fonte: Canal rural
Karoline
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

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