O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, se manifestou nesta terça-feira (15/9), por meio de sua defesa, após o Ministério Público de São Paulo apresentar denúncia contra o dirigente por suposta apropriação indébita relacionada à contratação de serviços de segurança. A defesa também contestou o pedido de afastamento feito pelo órgão.
Segundo o MP, a empresa Bear Security recebeu R$ 721 mil do Corinthians entre julho de 2025 e agosto de 2026 por serviços de segurança ligados a Stabile e, possivelmente, a familiares. A acusação afirma que recursos do clube teriam sido utilizados para custear a proteção particular do presidente. A Justiça ainda precisa decidir se aceita a denúncia.
Defesa diz que segurança foi contratada pelo cargo
Na manifestação, os advogados de Stabile contestaram a interpretação apresentada pelo Ministério Público e afirmaram que a contratação ocorreu em razão da função exercida pelo dirigente. A defesa também citou ameaças que teriam atingido o presidente e sua família e mencionou manifestações públicas de repúdio da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“Osmar Stabile, por meio de sua defesa, recebe com estranheza a denúncia apresentada pelo Promotor de Justiça Cássio Conserino, que tenta transformar em acusação criminal a contratação de uma equipe de segurança para o exercício da Presidência do Sport Club Corinthians Paulista. A segurança não foi contratada para Osmar como pessoa, mas em razão do cargo. As ameaças, de conhecimento público, decorreram de sua atuação como presidente, atingiram sua família e motivaram manifestações de repúdio, inclusive da Federação Paulista de Futebol (FPF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Ministério Público conhecia esses fatos, assim como sabia que a adoção de segurança para dirigentes ocorre em outros grandes clubes e já foi utilizada em gestões anteriores do Corinthians”, diz a nota.
Fonte: Portal Leo Dias
Karoline
Foto: Reprodução/Instagram @osmar.stabile

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